SPOILERS ABAIXO:
Tem horas que não sabemos nem ao menos por onde
começar e esse foi um episódio que caracteriza isso de uma forma muito clara.
Posso falar sobre a honestidade crua de Dexter para com Deb, posso citar o
primeiro encontro entre o chefão da máfia com Dexter, posso falar da estréia de
Yvonne Strahovski no seriado, posso falar sobre a despedida de Louis. Ah, e
tudo isso em 50 minutos.
Vamos deixar o melhor para o final, dessa forma a
leitura fica mais interessante. Quem não conhece Yvonne Strahovski (Sarah
Walker – Chuck) não sabe o que está perdendo, ela não é apenas a minha atriz
favorita, ela não é apenas linda, ela é cativante. A sua interpretação é leve e
descontraída sendo simples e eficiente, dessa forma sua personagem já atingiu
as frias emoções de Dexter.
Claro que isso foi muito sutil e não poderia ser
diferente para não causar uma mudança brusca no roteiro da série, mas me
agradaria muito se ela permanecesse na série por muito tempo.
Por falar em atores de peso, Ray Stevenson (Roma) provoca
arrepios enquanto interpreta, o cara consegue impor respeito no seu jeito de
falar e em um simples olhar. O momento em que ele e Dexter se encontram pela
primeira vez, sem saber que suas vidas irão se cruzar de novo, percebemos que
são duas mentes a altura e que a pequena conversa que tiveram foi o suficiente
para ter fisgadas de ambos os lados.
Quem
estava no meio do caminho foi Louis, que se revelou nada mais do que um personagem
interessante. Ele teve sua utilidade, acredito que seu personagem já tinha esse
final programado desde a temporada passada, seu sangue ficou no barco de Dexter
e as marcas passarão despercebidas por ele.
Por falar em Louis, Dexter lhe deu uma lição bem
dada, fez com que perdesse tudo o que tinha (Emprego e namorada) e apelasse
para a rebeldia. Ele estava no lugar errado, na hora errada e acabou se
despedindo da série deixando um rastro importante.
Mais o melhor de tudo é perceber o como a série se estabilizou
e vem mostrando episódios muito bem definidos. A honestidade de Dexter para com
Deb é de imensa importante, pois é dessa maneira que ele provará a ela que o código
de Harry é sim algo significante na vida dele e que além de ser o seu sustentáculo
é um código que alia a necessidade com o que precisa ser feito.
Poucas vezes vi um ritual tão esquisito quanto o
desse criminoso do episódio, o que foi tudo aquilo? Um labirinto feito pra
matar, luzes para desesperar e atordoar a vitima, armadilhas, pregos e uma
cabeça de touro? Realmente é tudo muito macabro mais extremamente bem feito.
Isso é o que mais empolga nessa temporada, o como as coisas estão amarradas e
pensadas.
Após o final do episódio Deb parece ter percebido
que Dexter tinha a razão, mesmo que ela não concorde ou não goste dessa opção.
Afinal, que episódio foi esse? Que show de coerência,
que show de bons atores (Já que Michael C. Hall é pra mim o melhor ator da TV
americana, o cara é DEMAIS) que show de temporada, que show de série.
Dexter – Deb nada mudou, ainda sou seu irmão.
Deb – Tudo mudou Dexter, não sei se posso ser a
mesma novamente.
“Finalmente
estou fora da minha jaula, mas liberdade vem com um custo” – Dexter.
Veja a promo do próximo episódio de DEXTER:
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