SPOILERS ABAIXO:
Hannibal é a maior surpresa do ano em minha
opinião. A série não só é bem produzida e roteirizada, ela possui personagens
intrigantes, casos interessantes e uma forma linear de apresentar seus
episódios.
Dr. Lecter mais uma vez mascara suas atitudes em
torno dos casos semanais, se aproveitando da situação para criar distúrbios psicológicos
na já afetada cabeça de Will. Colocando na cabeça do nosso personagem principal
que ele vem sofrendo de doença mental que pode sim vim há causar impactos nas
atitudes do personagem.
Vale identificar que a forma na qual Hannibal
procura mexer com a mente de Will é totalmente justificada nos jogos psicológicos
do personagem. Com o intuito de estudar a mente e entender as visões de seu
oponente, ele procura criar pretextos que possam motivar um possível ataque psicótico
em Will fazendo com que ele saia do lugar comum.
E crível entender o quanto a série se preocupa em
criar episódios que possuem uma evolução de roteiro em três vertentes
diferentes. A primeira, e principal, é a criação de laços entre Hannibal e
Will, fazendo com que a história entre os personagens não seja apenas aquela
contada nos livros de história, mas também algo palpável e significativo.
A segunda é a questão que envolve o primeiro caso
da série, onde os episódios se intercalam e procuram estabelecer uma linha
continua na história. E a terceira é o objetivo procedural da série, pois cabe
em cada episódio um caso interessante e diferente, dando a série um tom sombrio
e misterioso.
Esse clima desenvolvido com muito cuidado por toda
a produção da série valoriza todos os conflitos psicológicos existentes na
mesma, fazendo com que todos os diálogos sejam importantes e tenham seu
objetivo alcançado. Afinal, quem ai não se levanta para prestar a atenção nas
conversas dos personagens principais.
Por fim vale lembrar também que nesse episódio
podemos entender as alucinações de Will, e com isso teremos também um objetivo
a alcançar. O que estou tentando dizer é que toda série precisa criar no
espectador uma ansiedade diferente e sem isso o roteiro faz de nós apenas
passageiros que assistem a uma viagem. A partir do momento que o roteiro nos
faz entender a doença neurológica do personagem, ela também nos tira do cargo
de espectador comum e nos faz criar expectativas para a resolução do arco (nos
segurando assim para os episódios seguintes).
Fiz questão de escrever esse texto e pedir a
Juliane (responsável oficialmente pelas reviews de Hannibal) a liberdade de
posta-lo. Espero que tenham gostado e obrigado.
Texto de: AlvaroLuizMatos - @AlvaroLuizMatos



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