SPOILERS ABAIXO:
Um pouco menos de futilidades e muito mais conteúdo.
Essa é a característica do penúltimo episódio de Dexter.
Algo que me chamou a atenção no início do episódio,
e que havia se perdido nos anteriores, foi os bons diálogos criados pelo
roteiro, fazendo com que o episódio fosse muito mais denso do que usualmente.
A dinâmica empregada ao episódio foi sem dúvida
alguma alucinante, o episódio correu em uma velocidade muito grande e conseguiu
manter a qualidade. Por volta dos trinta minutos de episódio já havíamos visto
muitas cenas importantes, alguns diálogos interessantes, a aproximação da
disputa entre Dexter e Saxon e o desenvolvimento da investigação contra Hannah.
Mais importante que a velocidade empregada no
episódio foi a profundidade das cenas, conseguindo extrair o melhor do roteiro e
dando embasamento não só para os episódios que já se foram como também ao que
está por vim. Prova disso são os detalhes pequenos destacados no episódio, como
todos os arquivos sobre a vida de Dexter, como a presença da esposa do Michel
Prado, como a presença do capitão e outros tantos pequenos detalhes que tiveram
a incumbência de criar um laço maior entre o episódio da semana a série como um
todo.
Só para não parecer superficial demais vou
aproveitar para citar alguns diálogos dos quais me interessaram muito. O
primeiro deles foi entre Dexter e Saxon, onde o primeiro conseguiu se mostrar
ainda superior e o segundo se provou mais do que um simples vilão (apesar de eu
ainda não engolir isso). O Segundo foi entre Deb e Hannah, onde as duas puderam
demonstrar o amor que sentem por Dexter e dividirem suas preocupações para com
ele. A terceira se da no sempre bom dialogo entre Harry e Dexter, onde durante
todo o episódio Harry mostra uma intensa preocupação com o filho, dando a série
um tom mais melancólico. E tantas outras com o desenrolar do episódio.
O mais importante em tudo foi o quanto a série trabalhou
para apagar o Dark Passager de Dexter e fazer com que isso não pareça forçado.
Quando ouvimos Dexter dizer que a vontade de matar ainda está em algum lugar
ele mostra que aquilo não é mais o que comanda suas ações e suas necessidades,
passando a ser apenas uma voz de fundo.
Alguém mais sentiu que seria um grande erro não
matar Saxon? Eu entendi completamente os parâmetros usados por Dexter para
tomar essa decisão, mas não concordo.
Obs.:1: Um ponto no qual gostaria muito de
mencionar é referente à reconciliação entre Deb e Quinn. O Casal tem suas
semelhanças e agrada boa parte do público, mas o grande diferencial que essa relação
traz ao roteiro é uma Deb mais alegre e mais funcional. Isso não só valoriza a
personagem como da à oportunidade de revivê-la a tempo do final da série, o que
em minha opinião é muito importante.
Obs.:2: A MELHOR CENA DE TODAS foi ver Deb ajudando
Dexter a capturar Saxon. Não que tenha sido uma surpresa, mas foi muito bom.




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