SPOILERS ABAIXO:
Dracula
mostrando que tem potencial para ser a melhor estreia da Fall Season.
Ser
a melhor estreia da Fall Season deveria ser motivo de orgulho para
qualquer série. Isso há pelo menos cinco anos atrás. Hoje em dia,
principalmente nos últimos dois anos, é tanta coisa ruim estreando
que não precisa se esforçar muito para ser a melhor entre elas.
Imagino
que essa seja a definição perfeita para Dracula. A série está
longe de ser algo espetacular, mas consegue estar entre as
pouquíssimas boas novatas dessa temporada. Mesmo com um piloto de
qualidade questionável, o potencial da série estava ali, pra quem
quisesse ver. E com “A Whiff
of Sulphur”
a série deu um passo adiante, esclareceu suas tramas, seus
objetivos, e nos entregou 1 hora de entretenimento com qualidade.
Essa
semana a série explicou melhor a motivação de Dracula, a
importância da Ordem do Dragão, a relação do vampiro com Van
Helsing, e tudo de forma organizada, bem inserida e executada. Houve
uma óbvia melhora no ritmo do episódio, com cenas sendo cortadas ou
inseridas no momento certo, e a trilha sonora não decepcionou dessa
vez. Ponto para a equipe de edição.
A
atitude de Dracula contratar Jonathan Harker para sua empresa é
obviamente relacionada ao seu relacionamento com Mina/Ilona. Esse foi
outro plot bem inserido, e as cenas com Dracula e Jonathan negociando
a contratação foram muito bem escritas, atuadas e dirigidas.
Realmente, a parte técnica do episódio esteve impecável.
Se
no primeiro episódio não pudemos ter uma conexão real com Mina,
nesse a personagem foi melhor desenvolvida, ganhando mais tempo de
tela e mostrando um pouco mais de seus sonhos e convicções. Isso é
bom, pois dá significado e importância para a vingança de Dracula.
Se a personagem de Mina não fosse interessante ninguém ia torcer
pra que ela fosse vingada, e toda a motivação da série existir
iria por água abaixo. Mas não, personagem e atriz são carismáticas
o suficiente para dar relevância à trama.
A
sequência final foi muito bem executada. Desde o momento em que
Dracula está no restaurante, observando sua próxima vítima,
vidrado. Após a conversa, a cena corta, e vemos Dracula em sua total
natureza, sem máscaras ou disfarces, apenas Dracula.
Apesar
da vítima ser uma garota qualquer, sem nenhum tipo de interferência
no desenvolvimento da série (pelo menos até onde temos
conhecimento), é importante sempre mostrar esse tipo de cena. É o
ritual do vampiro, mas mais do que isso, é a sua necessidade. Apesar
do bem apessoado empresário que é Alexander Grayson, tudo faz parte
de um grande disfarce. É fundamental que os roteiristas utilizem
mais esse tipo de cena, até para trazer mais credibilidade no produto
que eles entregam ao telespectador.
PS.:
Tivemos nesse episódio o começo do tratamento de Dracula para poder
andar no sol. Na promo do próximo episódio podemos vê-lo pedindo a Van Helsing que ele consiga andar no sol. Esse é um plot muito
delicado, pois foge do que é estipulado para o vampiro original e se
aproxima perigosamente desse monte de vampiro ridículo de hoje em
dia. Vamos torcer para que seja uma transição lenta e bem pensada
por parte do roteiro. Se for algo aceitável, digno, não há
problemas na utilização desse plot.
Assista a promo do próximo episódio:



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