SPOILERS ABAIXO:
Banshee não tem medo algum de ser uma série pesada,
de mostrar com naturalidade algumas atrocidades, não se importa que pessoas
morram pelos motivos mais bestas possíveis, mas mesmo assim é uma série de
enorme qualidade.
Não, o que digo não é uma ofensa e sim um elogio,
pois se tratando de uma série fantasiosa que criou uma esfera toda própria para
abordar as maiores atrocidades sem o menor pudor, a série faz tudo com
maestria. Vale dizer também que às vezes vejo uma semelhança maior entre
Banshee e Six Feet Under do que entre Banshee e True Blood (todas obras do
mesmo autor).
Porque em Banshee as mortes por motivos bestas e
alguns conceitos vagam entre os acontecimentos, dando ao entender que a todo o
momento Alan Ball quer nos fazer refletir sobre algo. Já entre True Blood e
Banshee eu enxergo a semelhança apenas entre a criação de um mundo fantasioso
onde tudo isso acontece com maior naturalidade, já que em SFU a ideia era que
aquele mundo refletisse o máximo possível o real.
Pensando assim eu passo a levar com maior
naturalidade (na série é claro) os abusos cometidos, as crianças mortas, as
brigas pelo poder, a pancadaria na cadeia e dai por diante. Isso tudo acaba
tendo a intenção de mostrar o quão monstruoso o mundo pode ser.
Sobre o terceiro episódio eu gostaria de ser bem
rápido na análise e aproveitar para fazer uma pergunta. Quantos atores
“gigantes” os produtores irão encontrar? Cada hora é um cara maior que o outro,
um cara mais forte que o outro. Parece que eles tão dando anabolizante junto
com a mamadeira por lá.
Outra coisa impressionante em Banshee é como
aparecem parentes de uma hora pra outra. Proctor tinha mais um sobrinho e tem
também uma mãe. Tem mais índio na série do que imaginávamos e sem contar os que
já apareceram e já deram tchau como o ex-marido bêbado da policial á alguns
episódios.
Partindo já para o quarto episódio a dinâmica aqui
em minha opinião foi muito maior. Apesar das incessantes brigas do episódio
anterior eu tive a impressão que esse quarto episódio correu com maior fluidez,
com maior facilidade.
Acredito também que o fato de estender um caso de
um episódio para o outro faz com que a série aproveite melhor os arcos criados
enquanto desenvolve seus arcos paralelos e de menores expressões, como, por
exemplo, o filho de Lucas Hood que até esse momento não se mostrou uma ameaça
real (Além de ter ganhado a melhor noite da sua inexperiente vida).
Porem os últimos minutos do episódio não foram
assim tão rápidos devido à quantidade de diálogos colocados nesse período. A
temporada vinha bem, mas parece que finalmente começa a colocar suas mangas de
fora e mostrar mais ou menos o que pensa em fazer daqui a diante.
Posso citar, por exemplo, a conversa entre Proctor
e o Chefe, entre o Chefe e a Nora, entre Rabiit e a Carrie, a ameaça daquele
índio enorme em voltar para pegar Hood e até mesmo a cena de sexo com o filho
de Hood foi importante para dar indícios de que ainda haverá muitas coisas por
vir.
Assista a promo do próximo episódio:
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