SPOILERS ABAIXO:
"O pior cego é aquele que não quer ver"
Bates Motel é um prelúdio de Psicose, isso quer dizer que
nós já sabemos o final disso tudo (quem ainda não viu o filme de Hitchcock
favor fazer isso o mais rápido possível), mas então qual a graça de assistir
algo sendo que já sabemos o final? A graça nisso tudo é poder contar com um
excelente roteiro, personagens interessantíssimos e atuações dignas de
premiações, somados à história de saber como se construiu a mente doentia de
Norman Bates.
Bates Motel nunca foi uma série com ritmo frenético, tivemos
sim alguns episódios desse estilo na primeira temporada, mas a produção se
destaca muito mais pela construção dos seus personagens e os rumos que as
tramas principais e paralelas vão se firmando, uma dependente da outra direta
ou indiretamente.
Já ouvi algumas reclamações exatamente sobre isso, que a
série não está apresentando nada de novo, o ritmo está mais lento que o normal,
Norman tem que virar o psicopata que sabemos que ele é logo, e etc. Eu ainda
acho que está muito cedo para tudo isso acontecer, afinal as pistas estão sendo
jogadas aos poucos, se acelerarem com tudo o que mais irão contar em Bates
Motel? Eu gosto tanto de ver as motivações todas ali, mas sendo trabalhadas de
forma lenta e calma para todos conseguirem entender. Afinal nem todos viram
psicose.
Eu comecei a pensar e deduzir que a principal âncora de
Norman seria Bradley, mas que engano o meu. A âncora maior de Norman é
justamente sua mãe, a pessoa que diz querer protegê-lo de tudo e mais um pouco.
Essa superproteção sufoca todos que estão por perto, Dylan conseguiu fugir
disso, mas Norman coitado, é indefeso quando o assunto é Norma. O jeito como
ele a manipula, joga com os seus sentimentos, o faz se sentir um péssimo filho
só por que ele não quer participar de um musical idiota com ela é demais (me
diz aí algum garoto de 17 anos que estaria animado a fazer isso com a mãe).
O que eu mais gosto na série é como os acontecimentos são
ligados aos outros. Sra. Watson não era nenhuma santinha e pelo que podemos
entender ela gostava de altas aventuras na cama com conhecidos e desconhecidos
e tudo isso por causa de problemas de relacionamento com o seu pai, aquele
homem misterioso que visitava seu túmulo sempre, afinal não seria Bates Motel
se não tivesse relação ruim com os pais né?!
Já sabemos que em White Pine Bay possui duas principais
organizações criminosas, a que Dylan participa e a que o Nick participa. Notem
que descobrimos isso justamente por causa da morte da professora e do Gil, a
professora tinha relações com ambos os lados, Bradley sem querer mexeu com os
dois lados e se a situação entre as organizações já estavam estremecidas,
imaginem agora.
Norma não quer enxergar que o seu filho precisa de ajuda
médica, esse preconceito com doenças psicológicas é visto em todo canto. Ela
tem que entender que um psiquiatra é um médico que lida com doenças mentais,
assim como um cardiologista lida com doenças do coração e assim por diante,
quero saber que preconceito é esse, já que ninguém tem problema no coração por
que quer, muito menos distúrbios mentais. Esse preconceito só vai levar ao fim
que todos nós sabemos.
P.s.*: Dylan entrou no ramo certo e teve uma ótima ideia
para acabar com essa rixa entre as organizações com a carta de “suicídio da
Bradley”, o problema é que o chefe de Dylan quis resolver à sua maneira.
P.s.**: É Norma, se o desvio for concretizado, pode cantar na noite da cidadezinha, porque você leva jeito!
)



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