O retorno do Agora É Tarde com Rafinha Bastos foi
esperado por muita gente, sejam críticos ou fãs.
Já vale avisar que não sou especialista ou crítico
da TV Brasileira, afinal eu pouco assisto a nossa TV nacional, mas sempre
acompanhei e gostei de comédia, Stand-Up e sou um piadista nato (não disse que
sou ótimo piadista, veja bem).
O programa teve aproximadamente quarenta minutos,
apenas, mas já demonstrou o que vem por ai, o Rafinha é diferente do Danilo
Gentili, eu nem diria melhor ou pior, eu diria diferente e um pouco mais completo.
Sou fã de ambos os comediantes e apresentadores, mas assim como espero ansiosamente
por The Noite eu esperava pelo novo AET.
O Rafinha tem um currículo grande que vai desde ser
formado em jornalismo, passa pela página do Rafinha, encontra o CQC, passa pelo
espetáculo Improvável, vai A Liga, passa por SNL Brasil, uma série em um canal
a pago, seu canal com o programa 8 minutos e ainda o Marca Passo. Pois bem, ele
tem um belo currículo e muita experiência.
Vamos falar um pouco do elenco para depois falar da
entrevista, ok? Gustavo Mendes é demais, gosto muito do cara e o piloto que fez
no “Jacaré Banquela Fora do Ar” é sensacional (piloto esse que foi gravado no
mesmo dia que a entrevista com o próprio Rafinha Bastos). E pela coletiva sei
que ele vem apresentar novos personagens e desejo que isso seja rápido, pois
não quero vê-lo desgastar a Dilma na TV de forma rápida demais como o quadro
onde vai para o carnaval, eu prefiro que a Dilma seja utilizada para piadas
políticas que assim como o Danilo Gentili, sabemos que o Rafinha também gosta (de
forma bem mais contida é claro). Além disso ser uma grande qualidade do Gustavo
Mendes (também gostaria de vê-lo de cara limpa em quadros como a mesa vermelha).
Marco Gonçalves é extremamente engraçado e completa
um estilo diferente na equipe já que ele além de ser ótimo improvisador, em
minha opinião, é muito mais caricato. Foi isso que vimos em sua pequena e desnecessária
participação no piloto. Só não quero que ele vire repórter engraçadinho de
campo e prefiro-o dentro do estúdio fazendo o que fez nesse episódio. Agora vão
dizer, você está se contradizendo e eu vou responder que sim. Acontece que
achei que ele entrar no palco pra uma música só foi bobeira, a brincadeira podia
continuar (claro que pode se tratar de uma edição do programa que cortou a
continuidade).
E por fim a banda. André Abujamra (o nominho difícil
de escrever) não pode se mostrar muito ainda e estava muito inseguro com suas
piadas, talvez essa insegurança fez com que o “Limão Verde” não fosse engraçado
(apesar de ser interessante). Se ele não é tão engraçado (a princípio) quanto o
Roger, a banda é mais completa (eu me contorcendo por ser fã do Ultraje a
Rigor), acontece que o Ultraje carrega o nome, mas as insistentes brincadeiras
com “tocar” de qualquer jeito e a voz cada vez mais avaliada do Roger deixam a
desejar e me incomodavam um pouco (sim, tenho coragem de dizer que o Roger não
tem mais a mesma voz, mesmo sendo muito fã do cara, da inteligência dele e das
suas composições).
E quase ia me esquecendo da entrevista, foi rápido hein
galera? Vamos dar liberdade maior ai pro Rafinha e deixar que ele tenha a
levada que tinha no “8 Minutos” que ai sim vai ficar uma entrevista mais legal,
afinal apostaram no cara por ele ser um JORNALISTA e ser mais completo que o
próprio Danilo, não foi?
Galera, na estreia do The Noite eu volto a
comentar, mas desde já desejo sorte a ambos já que isso vem a acrescentar muito
na TV brasileira.



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