A nova temporada
começou dois meses após os acontecimentos da season finale passada. Elizabeth
ainda convalescendo do tiro que tomou de Stan ficou fora de combate por um
tempo, mas voltou exatamente no aniversário de Henry. O garoto ao ver a mãe de
volta, já chegou pulando e abraçando ela, o que mostrou que a espiã estava com
a saúde em bom estado.
Enquanto isso,
Philip estava numa missão envolvendo afegãos, interessante ver como o
Afeganistão já era um problema tanto pra União Soviética, quanto seria para os
Estados Unidos no futuro (em 1979, a União Soviética invadiu o Afeganistão,
desencadeando numa guerra entre rebeldes apoiados pelos EUA e o governo
pró-soviético que vitimou um milhão de afegãos). Quase na saída, Philip para
manter sua identidade secreta teve que tirar a vida de um garoto, o que o
deixou com bastante pesar, principalmente por ter uma personalidade mais gentil
e menos violenta quando comparado a Elizabeth. Foi importante ver como as
missões o consome, fazendo com que sua moralidade fique em segundo plano, mesmo
ele não sentindo algum prazer nisso.
Neste episódio
tivemos a aparição de Emmett e Leanne, outra dupla de russos infiltrados também
com um casal de filhos, numa cena de sexo e com perucas (pra variar...).
Curioso ver que o sexo faz parte do trabalho dos espiões, já que não acontece
algum problema em relação a isso com os
casais, nada de ciúmes, tudo faz parte do trabalho. Será existe um treinamento
sexual na KGB? Além do estupro, como aquele sofrido pela Elizabeth na primeira
temporada.
Por falar em
sexo, graças a Paige, o casal Jennings foi pego exatamente no flagra e devem
trancar a porta do quarto (fica a dica). A menina está cada vez mais curiosa,
invadindo o porão para mexer na mala da mãe, entrando no quarto sem bater,
legal ver onde essa curiosidade vai. Ao contrário de Henry que está mais
preocupado em dar sustos na irmã e jogar videogame. Falando nos pequenos
Jennings, este foi o episódio onde eles correram mais risco. O inofesivo
passeio entre famílias no parque acabou se tornando um misto de apreensão e
preocupação. Não sabemos como o FBI (ou outra agência) descobriu os infiltrados
tão rapidamente, só sabemos que o encontro não terminou nada bem pra outra
família de camaradas. Podemos perceber o quanto Phillip e Elizabeth ficaram
desesperados ao saber que seus filhos corriam perigo e se alguma operação do FBI
em andamento, já conseguiu concluir que eles são espiões da KGB.
Outro ponto
interessante do episódio foi ver como Stan está lidando com o fracasso da sua
última operação que acabou causando um mal-estar entre o FBI, a Força Aérea e a
diplomacia soviética. A situação de
Sandford foi praticamente varrida culminando com a estranha morte do traidor,
parece que ele ficou vivo até quando tinha importância, depois que Stan não
conseguiu mais nada, ele morreu (achei uma saída fácil dos produtores da série).
A relação de Stan e Nina ainda continua interessante pra ele com
as informações privilegiadas dela, mas ela não me parece satisfeita,
principalmente após a cena do filme. Esse novo funcionário da Rezidentura ainda
vai causar problemas e mostra que o nepotismo também acontecia no alto escalão
soviético. Ainda tivemos uma tentativa de reaproximação de Sandra com Stan e os
dois indo ao cinema ver o mesmo filme que abalou Nina, mas que dessa vez
impactou o agente do FBI. Foi uma season premire sólida, onde vários elementos
se mantiveram como a excelente química entre Matthew Rhys e Keri Russell, mas
com a boa adição da crescente desconfiança de Paige e atenção máxima dos
Jennings para que não acabem como os camaradas Emmett e Leanne, além da dúvida
sobre quem os matou. E pra você leitor, o mais te agradou na volta de
The Americans?
Detalhe: Adorei a cena do Stan com as fitas cassetes. Aposto que muita gente que vê The Americans nunca viu um videocassete.
Assista a promo do próximo episódio



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