SPOILERS ABAIXO:
Um
soco na cara do politicamente correto.
Hank
Moody (David Duchovny) é um escritor de sucesso nos EUA que está passando por um
bloqueio criativo. Cheio de problemas particulares, como o vício em
drogas, álcool e sexo, Hank ainda tem de lidar com a guarda
compartilhada de sua filha revoltada Becca (Madeleine Martin), e
também com o fato de que o amor de sua vida, Karen (Natascha
McElhone), está de casamento marcado.
Não
é uma premissa das mais inovadoras. Porém, o que fez
Californication virar a grande série que virou (ainda que
subestimada), foi, sem dúvidas, o roteiro. O texto da série é
fantástico. Ele se utiliza de uma estrutura bem perceptível e já
característica da série.
É
a seguinte: todos os episódios (com duração de 30 minutos) têm,
em seus primeiros 25 minutos, uma história absurdamente engraçada,
uma enrascada incrível que Hank acaba se metendo (sempre envolvendo
sexo, drogas e rock and roll, e tudo mais que tiver direito).
Já nos últimos cinco minutos, vem uma lição de moral tão grande
do roteiro, que serve como um tapa na cara de quem assiste. Ao final
de cada episódio, a sensação que eu tenho é que acabei de levar
uma surra.
Outro
trunfo importante da série é o fato de contar com um ótimo elenco
de apoio, que tem a chance de dar vida à personagens muitíssimo bem
construídos. A equipe de atores é brilhante, os personagens são
absurdamente bons, e essa junção tem um resultado que dá gosto de
assistir.
Todos
os personagens seguem uma linha própria ao estilo da série. Ou
seja, em uma série que trata da forma mais crua e natural possível
assuntos como sexo, consumo de drogas, adultério, e MUITA blasfêmia
à religião, é normal que todos os personagens tenham essas
características em suas personalidades, ainda que sejam muito
diferentes uns dos outros. E essa diferenciação de personalidades é
mais um dos vários acertos do roteiro de Tom Kapinos.
Se
você procura uma boa comédia para assistir, vai fundo em
Californication. Mesmo que seis temporadas já tenham sido exibidas,
ela é uma série de canal fechado, portanto, apenas 12 episódios
por ano. Além disso, a série tem um ritmo tão gostoso e se
desenvolve tão bem, que você nem percebe o tempo passando. Vale uma
maratona.
Observações:
-
A série é cheia de participações especiais, dentre elas, Natalie
Zea (estrela de The Following), Maggie Wheeler (a eterna Janice, de
Friends), e Marilyn Manson (que despensa apresentações).
-
Se você tem problemas com cenas de sexo, consumo de drogas,
exposição à (muita) nudez ou (muita) violência, ou se incomoda
com piadas e provocações à Igreja, evite Californication.
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Assista a promo da série:
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