Criei interesse sobre essa série/filme
primeiramente pelo Emmy, posteriormente fui ler a sinopse, vi o elenco e foi na
medida pra me empolgar e assistir.
Trabalhei algum tempo na prefeitura de minha cidade
na secretária de saúde, e lá pude integrar a equipe de setor chamado “CAP”
(Centro de prevenção e atenção DST-AIDS) e em paralelo participei de algumas
ações em uma ONG chamada SOS AIDS. Portanto o assunto me interessa bastante já
que conheço portadores, conheço os riscos, e por ter trabalhado em toda essa
conscientização para prevenção e principalmente contra o preconceito.
Isso só serve pra conceituar, afinal falaremos aqui
da série, que com certeza te agradou também, ou ainda irá te agradar.
The Normal Heart voa no tempo pra contar um pouco
mais sobre a “praga gay” que recebia esse apelido por primeiramente ter
atingido um numero assustador de homossexuais. O início foi bem impactante, não
pela festa na praia, mas pela promiscuidade de parte do evento, dando um
contexto real a doença, que se propaga de forma sexual, principalmente quando
esse ato é feito sem nenhuma proteção (Lembre-se que o contagio se dá em
contatos sanguíneos, um simples alicate de unha contaminado em sua manicure
pode ser o transmissor da doença se não esterilizado da forma correta).
A série vai crescendo, a luta vai aumentando, o
roteiro se desenvolve com uma rapidez incrível, cria boas relações e define bem
seus personagens. As perdas, a luta por ajuda, por um governo que se proponha a
estudar e desenvolver algum medicamento, por recursos, contra o preconceito e pela
vida faz da série muito tocante e vai deixando no espectador uma sensação de
agonia e de impotência.
O mais incrível que nisso tudo algumas histórias de
amor são tão sutis que favorecem para o contesto da série, criando uma
atmosfera ainda mais crítica. Afinal quem não sofreria ao ver seu amor se
despedindo da vida dia após dia em condições precárias de existência? E puxando
nesse ponto podemos citar atuações respeitáveis de boa parte do elenco
principal, que foi muito bem escolhido (Julia Roberts era bonita quando eu era
criança, alguém pode me explicar o que aconteceu de lá pra cá?).
Não há muito que escrever, não quero fazer um texto
com spoilers, apenas acho que a série é perfeita pra quem tem qualquer tipo de
preconceito (e a série irá te ensinar que deveria pensar diferente), ou pra
quem o combate, ela serve pra quem não tem informação nenhuma, e até mesmo pra
quem tem várias, ela serve pra quem gosta de histórias de amor e superação, mas
pra quem gosta de séries densas com diálogos profundos e reflexões. The Normal
Heart é simplesmente emocionante.
Quero aproveitar também e utilizar essa postagem
como utilidade pública. Galera, o uso de camisinha não evita só gravidez, evita
AIDS, e outras tantas DST’s. Compartilhar agulhas e seringas pode te trazer
problemas. Objetos perfuro-cortantes como alicates e cortadores de unha que
podem vez ou outra arrancar um “bife” e ser contaminado com o seu sangue ou o
de outra pessoa, também pode ser o suficiente pra transmissão. Respeitar
aqueles que possuem qualquer doença, raça, credo ou opção/orientação sexual é imprescindível
para que você seja respeitado como uma pessoa de bem. Portanto, vamos cuidar de
nós mesmos e respeitar os demais?
Espero que assistam e gostem da série.
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