Toda lista é um tanto polêmica afinal escolher alguns e preterir outros gera sempre alguma revolta. Hoje escolhemos os personagens gays (homens, mulheres e casais) que se destacam e caem no gosto popular. Vamos nessa?
Felix – Orphan Black (Por: Beatriz Fabri)
Apaixonei-me pelo Felix desde o
começo do seriado. É um personagem muito carismático, interessante e único, não
há outro igual. Acho que é essa sua singularidade me encanta, e me encontrava
em todos os episódios aguardando ansiosamente por suas cenas. Claro, o seriado
é ótimo e tiro meu chapéu para Tatiana Maslany, pois fazer milhares de
personagens em um único seriado deve ser dificílimo e exaustivo e ela o faz
muito bem, mas o Felix é o Felix.
Quando penso nele logo me vem à
cabeça a cena em que ele está pintando um quadro com nada além de um avental, e
quem não lembraria essa cena? É claro que é um personagem com muitos
estereótipos, mas é apenas uma das representações possíveis para fazer esse
personagem e para mim, o Jordan Gavaris realmente se entrega de corpo e alma
para o Felix e, por isso que é tão gostoso de assistir às suas cenas.
Eu vejo o Felix como um irmão
preocupado e atencioso, como um amigo e companheiro, como uma pessoa confiável
e leal. Ao mesmo tempo ele não se intimida e não tem problema nenhum em falar o
que realmente pensa, doa a quem doer. Espontâneo, sincero e às vezes até um
pouco cruel (o que acaba sendo engraçado), Felix é incomparável.
Leslie Shay - Chicago Fire (Por: Eliane Silva)
Desde o piloto já ficamos sabendo que Shay é lésbica e não tem problemas em aceitar sua sexualidade. De personalidade forte, mas com um coração enorme, Shay não parece ter a mesma sorte no amor como tem em relação a amigos. Aliás, a série desenvolveu muito bem as amizades entre Shay e Severide e Shay e Dawson. Sei que existe uma torcida, dos dois lados, para que a amizade se torne algo a mais. Entretanto, os roteiristas decidiram não seguir os velhos clichês e mostrar que é possível sim ter uma amizade sincera e sem segundas intenções.
Tanto que foi esquecido toda a trama de Shay querendo um bebê com Severide, dando esperanças a alguns fãs de que ela pudesse revelar um lado bissexual. Até então, Shay continua em busca do seu amor verdadeiro, tendo encontrado apenas mulheres complicadas pelo caminho. Esperando que a próxima temporada ela finalmente consiga a felicidade no amor, visto que em relação a amigos Shay já ganhou na loteria.
Keith e David - Six Feet Under (Por: Poli Mendes)
Keith nunca teve problemas em
assumir sua sexualidade, totalmente o oposto de David, opostos que a primeira
vista podem dificultar o relacionamento, mas que olhando mais profundamente era
exatamente o alicerce da relação dos dois. Um ajudando e sendo suporte ao outro
em vários momentos da série. Keith mostrando para David que é sim possível se
assumir gay (lembrando que a série se passou 10 anos atrás e a sexualidade era
mais complicada que atualmente) e ter uma relação saudável com a família. David
mostrando para Keith que apesar de todos os traumas de infância do seu
companheiro, era sim possível ele ser um bom pai. Na hora de escolher apenas um
personagem gay do mundo das séries pensei tanto e não conseguia decidir o meu
favorito no meio de tantos personagens interessantes (Callie, Mickey, Dom,
Santana, Felix, Mitchel e etc.), mas se teve dois que conseguiram me cativar
por conta de toda a jornada deles, foram Keith e David.
Lena e Stef Foster - The Fosters (Por: Lerynda Lima)
Lena Adams Foster e Stef Foster
são casadas e tem cinco filhos. Isso mesmo. Já é barra, ter um filho, imagine 5
adolescentes já cheios de bagagens de divórcios, abusos, pais ruins, infinitos
lares e mais 183198 problemas. Imaginou? A primeira coisa que você pensa é que
isso vai dar errado e que as duas são loucas. Elas totalmente merecem entrar
pro hall de personagens que merecem ser lembrados. Eu não consegui escolher sobre quem falar por
motivos de: as duas são perfeitas e funcionam tão bem juntas que é quase
impossível imagina-las separadamente.
Há
problemas? Sim, mas elas são um exemplo de como ter uma relação sadia e superar
todo e qualquer obstáculo. Além da
relação das duas, que é exemplo pra todo e qualquer casal, a coragem,
disposição e amor com os filhos é algo tocante e mais uma vez. As dificuldades
que elas enfrentam sem bem “reais” e elas nunca tentam fugir dos problemas, mas
encara-los com apoio uma da outra. Eu falaria por horas das duas, pois sou
apaixonadíssima por elas e acho que se você não conhece super vale a pena conhecer.
Santana Lopéz - Glee (Por: Laiza Oliveira)
Santana Lopez, é uma das líderes de torcida do
McKinley High, e é introduzida na série como ajudante de Quinn Fabray.
Ela tem vários relacionamentos esporádicos com
garotos durante as duas primeiras temporadas, porém ela começa a tratá-los com
indiferença. Mais tarde descobrimos que esse comportamento de Santana, deve-se
ao fato de ela estar apaixonada, por Brittany, sua melhor amiga e não saber
lidar com isso.
Santana foi muita corajosa ao ser
"empurrada" pra fora do armário, mesmo com todos os julgamentos e
críticas ela nunca baixou a cabeça, e quando aceitou sua opção sexual, ajudou
outras pessoas a se aceitarem também.
O momento mais difícil pra Santana foi assumir
a sexualidade para sua avó, que não reagiu bem e acabou deserdando a neta, e a
expulsou de sua casa. Ainda assim, Santana não se abalou, e seguiu em frente
mais forte que nunca.
O que eu amo e admiro em Santana é que mesmo
quando as coisas estão insuportáveis e nada parece dar certo ela não se deixa
abalar, ela tem uma força sobrenatural e tem orgulho de sua opção sexual.
Josh Thomas – Please Like Me (Por: Thamara Ribeiro)
Josh Thomas é um comediante
australiano de 27 anos que aos 17 se tornou o mais jovem vencedor do Melborne
International Comedy Festival’s (festival em que comediantes competem entre
si). Ele é criador e protagonista da série australiana Please Like Me.
No primeiro ano de sua exibição a
séria foi composta por apenas 6 episódios pelos quais pudemos acompanhar um
misto de drama e comédia em momentos como: sair do armário, a morte da avó, tentativa
de suicídio da mãe, primeiro amor gay, separação dos pais (não necessariamente
nessa ordem). Tudo bem eu entendo que está parecendo muito triste, muito drama
pra uma série curta, mas confiem em mim: vocês NÃO vão querer se matar!
Muito pelo contrário, irão amar o jeito de Josh, a maneira como ele lida (ou
tenta lidar) com todos esses acontecimentos.
Na segunda temporada eu tive o
prazer de acompanhar 10 episódios e a notícia de que foi renovada com a
terceira temporada estreando em 2015. Nessa
temporada não acontecem coisas tão ruins quanto na primeira. A música tema da
série combina perfeitamente com o modo com que Josh enxerga o mundo, I’ll Be Fine – Clairy Browne & The
Bangin Rackettes que, aliás, é uma música bem otimista rs.
Uma característica que eu aprecio,
por ser um diferencial à série, é que apesar de o protagonista ser gay e, é
claro, ter todos os dramas e alguns romances gays, ela não gira em torno apenas
desse tema. Afinal o único gay do elenco principal é o Josh os outros são
héteros vivendo seus dramas que também são focados em Please Like Me.
GOSTARAM DA LISTA? ALGUM PERSONAGEM QUE GOSTARIA DE VER NELA?
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