SPOILERS ABAIXO:
Dentre as várias séries que assisto
atualmente (acreditem, é o número considerável), Vikings é uma das poucas que não deixo ir para a lista de
atrasadas, assisto na semana em que o episódio foi lançado e espero
ansiosamente pelo próximo. Ainda por cima fico junto com o TvShow Time contando
os dias para que a nova temporada comece. Essa série nunca decepciona, os
primeiros episódios te prendem, o miolo te prende e os últimos episódios te
prendem. Dessa vez não foi diferente, logo na season premiere tivemos batalhas,
profecia de traição e ganchos curiosos para a temporada.
Encontramos Ragnar na mesma
posição em que foi deixado na season finale: a de rei. Porém, com um
tanto tempo já passado, visto que uma quantidade considerável de
crianças apareceu – crianças essas que eram bebês quando as vimos pela última
vez. É comum as pessoas mudarem seu pensamento quando alcança uma posição
elevada, mas Ragnar se mostrou o mesmo, achei bonito o discurso que ele fez
para seu filho, Bjorn, falando que poder não é para qualquer um, que ele nunca
ansiou pelo poder, ele apenas veio; isso me fez lembrar do Ragnar lá dos
primeiros episódios da season 1, um farmer
que desejava explorar outras terras e que se esforçou para isso, foi então que
o baque do desenvolvimento da série caiu em mim: ele cresceu tanto e foi nos
mostrado de uma forma tão natural que eu nem mesma percebi. Em sua posição de
rei, Ragnar foi buscar o que havia sido combinado com Ecbert, rei de Wessex,
que havia sido Rollo e as terras para agricultura, entretanto, como diz uma
famosa frase: contrato verbal não tem valor. Então Ecbert fez mais um pedido
para Ragnar antes de entregar o combinado: os vikings deveriam mais uma vez
lutar por Kwenthrith, para a princesa obter a coroa de Mercia, visto que da
última vez, o tio e irmão dela foram quem saíram vitoriosos. Todos concordaram,
menos Lagertha. Ah, Lagertha...
Se tem um tipo de personagem que
amo, são as guerreiras por natureza, as que já nasceram com a
tendência de serem grandes, e Lagertha é uma delas. Rei
Ecbert estava certíssimo quando disse: “Ela é diferente de qualquer mulher que eu já conheci. Não há
mulheres saxãs como ela. Eu estou apaixonado por ela. Uma escudeira. Uma
guerreira. Uma agricultora. Uma mãe. Ela é incrível.”. Ela conquistou sua
posição como Earl e impõe respeito. Por mais que haja um traidor – desconhecido
por ela, mas já mostrado para nós quem é –, eu acredito que ela possa dar conta
e se sobressair. Ela precisa fazer isso. Sua força e beleza não é somente
notada por nós, mas, além de Ecbert, também por Rollo e por Porunn. Eu tenho certeza de que
Rollo se referia a ela quando disse que já amou muito uma mulher, visto que já temos
consciência do que ele sentia por Lagertha, isso nos foi mostrado nas
temporadas anteriores, por mais que eu não goste do fato de Ragnar ter
escolhido Aslaug ao invés de Lagertha (tsc), isso me faz ficar satisfeita, pois tenho
esse desejo de vê-la com Rollo desde a season 1. Ambos são imbatíveis, iria ser
incrível os dois juntos. Ainda em tempo: queria mais espaço para ele nesse
episódio, apareceu tão pouco...
Porunn vem mostrando potencial
desde a season anterior, ela chegou na terceira temporada casada com Bjorn e,
segundo ele, já carregando um filho dos dois. Mas não é isso que nos chama
atenção, mas sim o fato de ela mostrar quem realmente quer ser, por ela se
espelhar em Lagertha. A jovem se tornou uma shieldmaiden, por mais que Bjorn
seja contrário a isso, bom, isso é uma das coisas que gosto do que é
apresentado: se a mulher quiser ir para a batalha, ela não é impedida. Mas digo
uma coisa, se Bjorn continuar a querer proteger sua amada durante a batalha, o
próximo discurso que ele escutar de Ragnar não vai ser um bonito sobre como o
poder é apenas para quem pode e não para todos que querem, mas sim um grande
puxão de orelha.
Segundo a preview, nessa
temporada Athelstan, o Priest, terá
mais plots sozinho (inclusive com Judith, esposa do príncipe Aethelwulf), mas
não virá somente disso sua grande importância. Já no episódio, ele se mostrou
ser bem valioso nas negociações entre os reis Ragnar e Ecbert, apesar de ter
sido um pouco confuso no início, deu para perceber que a série traz três
idiomas: o falado pelos vikings, o pelos moradores de Wessex e o pela maioria
dos telespectadores da série. Tudo o que eles falam, falam no idioma mostrado
durante as negociações, porém, para a série não ser inteiramente legendada, nos
é mostrado as falas em inglês. Quem ainda estava perdido nessa parte, conseguiu entender agora?
Como não poderia faltar, teve
batalha nesse episódio. E muito bem produzida. Já foi constatado desde a season
1 que é muito difícil vencer os vikings em uma. Suas estratégias são as
melhores, por isso suas vitórias são mais frequentes – não que sejam invictos.
Até agora fico tentando entender no que o tio e irmão de Kwenthrith estavam
pensando quando deixaram suas tropas tão desiguais para a batalha. Agora que o
tio foi vencido, resta saber como será a revanche do irmão. Ficaria aqui
comentando minhas ideias sobre tudo o que foi mostrado na preview da season,
mas o texto ficaria enorme e fugiria do objetivo que é de comentar o que
aconteceu no episódio. Então termino aqui com bons pressentimentos para
essa temporada e esperando ansiosamente pelo que foi preparado.
Ps: Não posso deixar de citar o quanto Floki foi Floki quando reclamou que estava feliz demais e ficou bravo por Helga ser tão compreensiva, também de Torstein louco para ir para a batalha a fim de fugir das mulheres que diziam estarem grávidas dele.
Assista a promo da temporada:



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