Bored to Death foi produzida e exibida pela HBO entre 2009 e 2011, tem 3 temporadas de 8 episódios cada, com duração de 25 a 30 minutos, e conta com uma base bem restrita de fãs, muita gente nem sabe da existência da série.
A história
começa abordando a vida de Jonathan Ames (Jason Schwartzman), escritor de apenas um livro que não
consegue publicar o seu segundo, além disso, vive uma crise sem precedentes com
Suzanne (Olivia Thirlby), namorada do personagem. Com esse tema inicial mais a
inserção de dois amigos, Ray e George (Zach Galifianakis e Ted Danson), que
também vivem crise profissional e pessoal, a série começa a caminhar focando
nesses imbróglios vividos pelo trio.
Esses problemas
são abordados de forma constante na série, tanto que os personagens usam drogas
para fugir do mundo e para buscar inspiração em seus respectivos trabalhos
(Ray é cartunista e George, Colunista do jornal local). Mas não se preocupe, pois
a série não fica nem um pouco pesada, esses assuntos ficam bem alheios, pois as
“piadocas” e o próprio caso da semana ficam como foco. De alguma forma as
pessoas que fizeram a série acontecer conseguiram trazer assuntos polêmicos à
tona e não chocaram, se tornando até leve em alguns momentos.
A primeira
temporada mostra o Jonathan como protagonista, quase todos os episódios o têm como
eixo central e quase não há espaço para os outros, a busca pelo sucesso
profissional é a história da série, por esse motivo, o escritor resolve se
aventurar como detetive, portanto, no primeiro ano do show, 8 histórias
diferentes são contadas, podemos chamar Bored to Death de uma série procedural?
Já na
segunda, Ray e George ganham bastante espaço, pois o detetive Ames acaba inserindo
seus dois únicos amigos nos casos, essa mudança na vida dos três amigos surte
efeito na vida pessoal e profissional deles, mesmo que de forma bem sutil.
Na
temporada final, obviamente a série se propôs a resolver a vida dos
personagens, e isso acabou ficando perceptível lá pro 3° ou 4° episódio, com a
definição de alguns personagens secundários que apareceram nas temporadas
anteriores. Ainda sobre o fim da série, tudo acontece com absoluta tranquilidade,
terminando de forma bem sutil, exatamente da forma que começou.
Mudando um pouco
de assunto, sou completamente a favor de que os roteiristas e diretores fiquem sabendo
com antecedência sobre o fim do show, pois é nesse momento em que todos se
dedicam para fechar a atração com dignidade, esse tempo que foi dado para todos
se organizarem e finalizarem os arcos pendentes é de suma importância, pois não
compromete o legado da série, e isso ficou claro com Bored to Death.
Apesar da
série não ter sido marcante eu ainda indico para que você a assista, ela em
alguns momentos consegue ser bem divertida, a primeira temporada é disparada a
melhor, e mesmo que de forma bem esquisita, mostra uma relação bastante sólida
do trio que conduz a série. Ah, e o melhor, é bem rápida, você assiste em um
final de semana tranquilamente.
OBS¹: Ao
assistir “Se beber não case” me surpreendi muito com o personagem Alan,
interpretado pelo Zach Galifianakis, achei bastante engraçado e curioso,
principalmente pela forma como ele conduzia o papel, com muita simplicidade e autenticidade.
Após isso, assisti aos outros dois filmes da franquia e embarquei em mais um
filme do ator, “Um Parto de Viagem”. A impressão que eu tive é que o filme era
uma espécie de spin-off de “Se Beber não case”. A partir deste momento, resolvi
“fuçar” os trabalhos do ator, assisti ao show de stand-up e comecei Bored to Death
(aí está o motivo de eu ter assistido a série). Foi o suficiente para concluir
que o Zach Galifianakis interpreta quase sempre o mesmo personagem, só que
vivendo momentos diferentes com pessoas diferentes, e isso fica claro ao
acompanhar o trabalho do ator. Mas acredite, estou elogiando o artista.



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