Eu tinha claras convicções que após o último
episódio o estilo de narrativa da série ia mudar um pouco, foi dito e feito. É
hora de trabalhar melhor os personagens, trabalhar melhor as situações criadas,
de desenvolver a série para aquele momento do clímax e dar profundidade à série. Essa é a hora que os espectadores geralmente não gostam, pois é onde o
roteiro pisa um pouco no freio e vai desenvolver plots secundários. É o “mal
necessário” que todas séries precisam para desenvolver uma história de
qualidade.
Ao finalizarmos a primeira parte da introdução entramos no início do desenvolvimento, onde se as decisões não forem
corretas a série perde muito de seus entusiastas antes mesmo da conclusão de
seus arcos. É talvez o momento mais importante e também o menos valorizado por
quem assiste.
É claro que os roteiristas não deixariam de acertar nesse momento, onde boa parte do elenco de apoio começa a ganhar atenção
e tentar nos fazer importar com eles. Até aqui quem mais ganhou meu carinho foi
o policial, que de forma indireta agiu em setores importantes do roteiro ao
conseguir as imagens para a Jessica, por levar até Trish uma arma (que tenho
certeza que será relevante lá na frente) e principalmente por nos apresentar um
arrependimento legitimo, nos aproximando dele da mesma forma que nos
aproximamos da protagonista. Toda a paranoia que ele nos mostrou foi
totalmente de encontro com a que Jessica vem apresentando desde o início.
Agora, sou só eu que fico paranoico tentando
adivinhar quem está sob controle de Killgrave e quem não? Eu imaginaria que
daquele grupo de apoio iria sair alguma informação importante, mas fiquei o
tempo todo esperando que um deles estivesse lá a mando do nosso vilão. Juro que
estou ficando igualzinho a Jessica Jones, suspeitando de todos.
Também quero comentar a desnecessária necessidade
da Marvel têm em achar que tudo o que faz precisa acontecer no mesmo mundo. O “caso
da semana” foi só pra dizer que existiu um “incidente” e que existem pessoas “salvando
o mundo” e sendo heróis. Eu sinceramente não sinto a necessidade de saber disso
ou de sentir que tudo acontece no mesmo mundo, mas como a série se ambienta em um lugar “quebrado” e “desgastado” pelas batalhas vivenciadas com os
vingadores, é claro que eles sentem na obrigação de nos dizer isso. Agora se eu
puder dar um concelho eu diria: “pronto, vocês queriam dizer isso e já disseram,
agora vamos em frente sem mais dessa papagaiada?”.
Obs.1: O carisma foi tanto que eu já estava quase
Shippando esse policial com a Trish (Quem nunca?).
Obs.2: Mesmo querendo Shippar o casal no finalzinho
a câmera foi descendo, a mão dele não estava sobre a mesa e eu pensei “Puts ele
tem uma arma” e logo depois respirei “Ufaaa passou”.
Obs.3: Entendi o choro da Jessica a ver que seu vizinho
estava sob domínio de Killgrave, talvez a vida dele tenha sido destruída por
ela, é ruim quando você se importa com alguém.
Esse texto foi escrito por: AlvaroLuizMatos


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