Ai ai a França... País de história magnífica e respeitada,
cultura única, charme próprio, língua sedutora e cidades deslumbrantes, entre
elas Marseille, que dá nome a nova série do Netflix.
Os boatos eram de que Marseille seria uma House of Cards
francês, mas leitor eu lhe garanto: não é. Temos aqui uma história de política,
corrupção, tráfico, gangues e é claro, romance e muito sexo. Acredite em mim,
leitor, o material é muito bom.
No primeiro episódio temos o
gostinho de tudo o que a série oferece, o escritor Dan Frank não poupou esforços para mostrar a que veio Marsseille e
isso foi incrível! A sensação é de não querer parar de ver um episódio atrás do
outro, foi uma grande sacada.
Os personagens principais são Robert Taro, interpretado por Gerard
Depardieu, que faz o prefeito da cidade, Rachel Taro, que interpreta a sua
mulher, Julia Taro, sua filha e Benoît Magimel, fazendo Lucas Barres, o
traidor. Confesso que não conheço muito esses atores, mas cada um deles possui
um personagem de personalidade forte, o que eu quero dizer: não há coitadinhos.
Tentarei fazer minha análise geral sem fazer spoilers para
que você, leitor, seja surpreendido quando apertar o play. Então vamos lá: a
história da série se baseia na cidade, o caos político é basicamente para estar
sob o comando de Marseille, que, assim como os autores disseram em entrevistas,
é quase uma personagem.
Em poucos minutos, percebi que mulher aqui não está apenas
de coadjuvante ou o par romântico ou apenas o complemento nas cenas de sexo. As
mulheres de Marseille têm voz, atitude, opinião e vida própria! Será um prazer
falar sobre o empoderamento feminino mais adiante, mas vamos com calma, esse
foi apenas o primeiro episódio.
Outro aspecto é que a população negra apareceu em um cenário
específico, fazendo basicamente apenas uma coisa. Para especificar melhor, os
negros da série moram em uma parte 'isolada' dentro da cidade, fazem parte de
gangues, trabalham para os ricos e traficam drogas e o que for preciso para ter
dinheiro e poder entre eles mesmos. Será um prazer me aprofundar também nesse
aspecto, mas vamos pro partes, como diria Jack.
Fora isso, não temos vilões nem mocinhos, ao menos por
enquanto. O primeiro episódio deixa claro que todo mundo tem algo pendente no
passado ou com alguém, e confesso que achei isso algo fantástico, pois é pouco
provável que teremos uma dramatização no enredo. Os franceses estão fugido do
lugar comum.
Drogas e sexo é algo forte na série, mas vale salientar que
nada é apelativo, tudo acontece de maneira natural, assim como a vida real. Da
mesma forma, a disputa pelo poder demora e cada passo tem de ser muito bem
pensado e Dan conseguiu passar essa mensagem no primeiro episódio.
Ah, não posso esquecer de citar a trilha sonora! Charme é a
palavra que define. Por favor, leitor, não há como negar o fato: os franceses
possuem uma sensualidade irresistível. E até nas cenas mais tensas, a trilha
sonora nos embala e nos carrega para o mundo de Marseille nos embriagando de
maneira quase involuntária.
Vá leitor, vá assistir a Marseille e comente aqui o que
achou, vamos conversar e trocar opiniões!
Esse texto foi escrito por: Juliana Pereira


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