As séries que envolvem Walkers
geralmente abordam com mais atenção as cenas de ação e o instinto de
sobrevivência dos personagens. Temos até aquela série que tenta mudar o foco da
narrativa, trazendo um tom mais reflexivo, mas talvez nenhuma conseguiu ser tão
coerente como In The Flesh, obra de origem britânica que conseguiu ser a mais
tocante e ousada dentre as várias séries que falam sobre zumbis.
Primeiramente, o que faz In The Flesh
valer a pena é pelo fato de que muitos assuntos são abordados, desde o
fanatismo religioso até o homossexualidade, conseguindo ser transcendental. Além
disso, a série dá um banho no quesito roteiro, figurino, maquiagem e trilha
sonora, alcançando seu auge no terceiro episódio da primeira temporada.
A série, estrelada por Luke Newberry, intérprete do personagem Kieren, tem um ritmo lento, tendo todos os temas ao redor
tratados com calma e preciosismo, mas a trama que cerca In The Flesh e de vários
Walkers que retomaram a consciência graças à uma vacina é muito curiosa, pois mostra o processo de readaptação e a forma como eles lidam com o preconceito, milícia e agressividade dos populares.
Simultaneamente, a série nos
apresenta outros personagens que vivem de forma semelhante a Kieren. Assim,
conhecemos a cativante Amy Dyer, amiga do protagonista, que proporciona bons momentos à série, pois seu estilo de vida e a forma como a mesma vê o mundo e sua condição é um show a parte. In The
Flesh, aborda também aqueles que estão Walkers, mostrando a captura de
alguns e os que vivem em quarentena.
Como foi dito anteriormente, o roteiro de In The Flesh é primoroso, sendo impossível não valorizar os diálogos, lindíssimos e impressionantes, e os atores, incríveis, dão um baile. A maquiagem e o figurino são composições precisas, o visual da população “normal”, dos Walkers e curados se alinham totalmente a essa série, que você precisa assistir.
Como foi dito anteriormente, o roteiro de In The Flesh é primoroso, sendo impossível não valorizar os diálogos, lindíssimos e impressionantes, e os atores, incríveis, dão um baile. A maquiagem e o figurino são composições precisas, o visual da população “normal”, dos Walkers e curados se alinham totalmente a essa série, que você precisa assistir.
OBS¹: In The Flesh foi cancelada na
segunda temporada, e eu ainda não a concluí, portanto não sei se tem desfecho.
OBS²: Comparar essa série com The
Walking Dead é inevitável. Portanto, aqui vai minha observação: In The Flesh
consegue emocionar e filosofar, TWD não consegue e falha categoricamente nesse
aspecto, mas, quando se trata de cenas de ação a série da AMC consegue empolgar
mais, gerar adrenalina e fazer quarenta e dois minutos virarem dez.


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