Bones volta ao passado de Booth e Brennan e traz à tona personagens e culpas antigas, só para nos lembrar de como essa série é boa, como se alguma vez tivéssemos esquecidos disso. Qualquer teoria cai por terra com um episódio conciso e possível história final, que pode ser genial.
A dor de perder alguém não pode ser quantificada, ainda mais quando alguém se sacrifica por nós.
Quando sabemos que é alguém que podíamos estar perdidos, que esse alguém nos mostrava um caminho, quando nada fizesse sentido, esse nos mostraria por onde ir. É importante estar em paz e deixar que a vida siga seu caminho, mas quando a vida de uma pessoa assim é levada, as coisas devem tomar outras proporções e devemos nos preparar porque a tempestade começa a dar indícios que está chegando.
Poderíamos falar do caso e da importância da vítima na vida do Booth, mas acho que o porquê dessa importância, é evidente. É daquele tipo de amizade que transcende o vínculo e chega ao céu. Aquele contato de almas, que é quase divino, sim, como a irmandade, tem amigos que só podemos descrever tanta intensidade os tornando irmãos que a vida nos deu.
E o paradoxo que Booth enfrenta, saber ter feito o certo, mas entender quem o procura por ter feito o certo, só uma pessoa esclarecida podia agir como tal. E estar pronto para enfrentar as consequências, porque o certo não é absoluto, para Booth faz sentido, mas para quem o procura não faz. Booth esteve calmo, mostrando uma tristeza quase imperceptível, como quando não podemos mudar algo e muito menos torná-lo menos doloroso.
O que nos resta é aceitar.
Mas aceitar não significar estar parado, e sim estar ciente dos rumos que a vida seguiu e que certas coisas, nós mesmos cultivamos e merecemos colher e em outras coisas, o destino fez-se dono e desenhou assim.

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