Com o mesmo nome que a autobiografia da empresária Sophia
Amaruso, GirlBoss estreou na Netflix dia 21 de abril, e já causou certo
alvoroço. A série criada por Kay Cannon (A
escolha perfeita) ressalta a todo momento que é uma obra inspirada livremente
na vida de Sophia, sendo que a própria é a produtora executiva, junto com a
atriz Charlize Theron (Mad Max).
Por tão irreal que
possa parecer, a Netflix decidiu contar a história da garota que antes se sentia
perdida e desmotivada, o que é normal quando se tem lá seus 20 e poucos anos e encontrou
na moda uma maneira de ser feliz e bem sucedida em sua profissão e sendo sua
própria chefe.
Sophia Marlowe (Britt Robertson) tem 22 anos, sem muitas
pretensões inicia pelo ebay uma loja aonde ela comprava roupas vintage, as reinventava e as
transformava em algo novo que qualquer garota gostaria de ter. Pelo ebay,
Sophia foi crescendo e depois de muito sufoco lança sua própria loja online, a
Nasty Gal.
A loja foi ganhando tanta proporção que hoje, com mais de
duas lojas físicas e um público feminino assíduo por suas peças, a marca criada
por ela vale mais de US$ 300 milhões. Parece quase que ficção não é mesmo? A
série com 13 episódios tem seus altos e baixos, o telespectador, a quase todo
momento, torce para o sucesso da menina, que começa um império praticamente do
nada, literalmente, apenas com uma jaqueta, que se torna parte da série.
Mas apesar de ter um talento nato, e uma determinação
fora do comum, a protagonista vive em uma corda bamba, ela oscila entre
determinada que não apenas sonha, mas faz acontecer, para momentos em que ela não
passa de uma menina mimada que se as coisas não ocorrem da maneira que ela
quer, ela simplesmente tem um surto.
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Em momentos do drama, a protagonista se vê perdida nos
devaneios criados por ela mesma, e desconta a raiva em seus amigos e familiares
sem nenhuma explicação plausível, ainda por cima, ela não se importa com as
pessoas que machuca para chegar ao topo.
É preciso manter a cabeça aberta ao assistir essa série,
apesar da personagem em alguns momentos ser intragável, não se pode tirar o
crédito por tudo que ela construiu e enfrentou, e fica a pergunta: se a
protagonista fosse um homem, será mesmo que as pessoas continuariam a chamando
de chata, ou mudariam de ideia?
Girlboss
é
aquele tipo de série que não tem a probabilidade de dar errada, a trama não soa
repetitiva e todo o drama vai evoluindo com o decorrer da história dos
personagens, além de mostrar a relação de Sophia com sua melhor amiga Annie (Ellie Reed), a garota não seria nada sem
sua companheira, sendo que as duas tem uma das frases mais fofas da série, (eu te amo, caso eu morra).
Os coadjuvantes merecem um destaque a parte, eles são o
melhor que a série tem a oferecer, principalmente a participação especial de
RuPaul Charles, a famosa Drag Queen interpreta Lionel, vizinho e confidente da
protagonista.
Pode-se afirmar que a Netflix acertou mais uma vez com
uma de suas séries originais, talvez o telespectador odeie ou ame a
protagonista, mas não se pode tirar o mérito do esforço que Sophia teve, e
contar para uma renovação da série!


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