No estado atual da sociedade, ainda vivemos o bloco da discordância. Temos uma luta diária de opiniões reforçadas e princípios básicos por uma necessidade de espaço que deveríamos possuir – nós, mulheres – desde sempre. Mas, ainda assim, nos falta.
O maior problema – e perda de tempo – que ainda contestam é o significado da camisa que vestimos. Eis o efeito natural da ignorância: em muitos casos, nadamos contra a maré. Ainda existem aqueles que se baseiam apenas nos preconceitos – e pré-conceitos.
Deixe-me explicar a diferença daquilo que muitos ainda não sabem...
Começarei pelo Femismo, o qual eu não estou aqui para defender mesmo.
O Femismo é o antônimo de Machismo. Sim! O femismo, assim como o machismo, defende uma sociedade que deve viver e manter-se numa hierarquia a partir do seu gênero sexual. Ele prega uma superioridade da mulher sobre o homem. Esse é um modelo de regime matriarcal. Esse regime prega a irrelevância da vida no homem diante de uma mulher. Ele passa a ser o submisso.
Já o Feminismo defende a IGUALDADE DE DIREITOS. A igualdade de direitos entre mulheres e homens. Todos são vistos – e devem ser vistos – com os mesmos olhos dentro dos princípios e práticas sociais. Ele traz uma quebra da hierarquização dos sexos.
Há uma certa discrepância nos movimentos atuais. Ainda existem pessoas que não sabem pelo que estão lutando. Apenas continuam seguindo o fluxo. Não os culpo por isso. Temos uma na cultura a qual ler um livro se torna um desafio infindável. E tudo aquilo que aparece na televisão é aquilo no qual devo me espelhar. Mas não, não deveria ser assim.
Devemos nos preocuparmos em fortalecer nossas mentes. E não digo isso à apenas um gênero. Digo isso à toda a sociedade. Devemos fortalecer nossa mente e expandi-la para que possamos ver fim a essa obediência cega. O poder e a mídia buscam a obediência cega.
As mulheres devem ser consideradas seres morais e sentirem-se independentes de ser e poder o que quiserem. Não somos apenas um objeto de desejo e, muito menos, queremos apenas a doce companhia de um homem. Queremos andar emparelhadas à eles.
A vida não nos foi dada para concedermos a felicidade de apenas um lado.
Lutamos pela permissão de correr livres – isso em todos os sentidos. Quero poder ter as mesmas chances em um processo seletivo que propõe a Liderança de uma empresa. Quero ter um registro em carteira e, no mesmo, conter a mesma quantidade expressa no pagamento mensal. Quero ser vista, também, como uma diretora, cidadã e humana. Andar na rua e não me preocupar com o que vão pensar. Ter a minha identidade pessoal e profissional. Poder ser quem eu quiser.
Não defendemos poder sobre a sociedade, mas poder sobre nós mesmas. Façamo-nas livres. E à você que concorda com tudo isso, fica aqui uma última palavra: Você não está sozinha(o)!


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