Neste segundo episódio
continuamos vendo a construção dos personagens e dos plots que foram
inicialmente introduzidos no piloto. Uma das questões que eu acredito que, não
só eu, mas todos que estão assistindo a série estão se perguntando é o que será
que leva Jean a se envolver na vida dos pacientes, e obviamente, isso deve ser
algo que nos será revelado no decorrer da história.
Acredito que a cada episódio
lidamos com duas facetas de Jean: uma no âmbito profissional e outra no âmbito
familiar. Claro que as duas se cruzam sempre, e uma interfere na outra, mas é
como se fossem duas pessoas diferentes, e o que acontece aqui é que, de maneira
geral, ela está envolvida em uma teia de mentiras. E acho que todos sabemos que
mentira tem perna curta, e por isso, ficamos apenas esperando por aquele(s)
momento(s) em que a coisa vai desandar e a bomba vai explodir, mesmo que
estejamos no segundo episódio ainda e seja bem provável que isso não vá
acontecer agora!
Meu melhor exemplo é Sam. O rapaz
passa um ar de total desequilíbrio e cada vez que ele aparece e que há a
possibilidade de ele cruzar com Jean (se passando por Diane) e com Sidney, me
bate aquela agonia básica ao pensar “é agora, vai dar ruim”, uma vez que
continua evidente que seu envolvimento maior é com ela. A terapeuta não
consegue esconder a atração e continua se arriscando ao tentar adentrar mais
fundo na história do ex-casal, seja através dele na terapia ou através dela em
suas conversas.
Outra coisa que eu pude perceber
é que Jean não está apenas insatisfeita e/ou entediada em sua vida familiar,
mas também no seu trabalho, com aqueles pacientes que, por mais que sejam
aconselhados, parecem não assimilar a situação e a terapia acaba não fazendo
efeito, por assim dizer. E o que vemos em Jean é uma necessidade, um forte querer
em criar novas abordagens para lidar com esses pacientes, quando na verdade, o
certo seria ela perceber que não depende só dela, e sim principalmente da
paciente. E acredito que, em partes, seja por isso que ela se coloca na vida
deles, mas, de certa forma, penso que ela não faz isso visando o bem de seus
pacientes, e sim por alguma necessidade e satisfação pessoal que, como falei de
início, ainda não sabemos qual seja.
Já no âmbito familiar, o que eu
vejo em Jean é uma pessoa insegura, principalmente com seu marido, coisa que
fica evidente sempre que ela se desestrutura pelo ciúme que sente dele
com a secretária. Situação que, por sinal, repito que espero que não aconteça,
rs. Vejo ele como aquele rapaz certinho que sequer pensa em trair sua esposa e
colocar em risco o bem-estar de sua família, porém, não posso negar que sua
secretária é muita “suspeita” e que começo a me inclinar para o lado de Jean
quando diz que ela quer algo com ele e digo mais, está agindo de forma bem
descarada, diga-se de passagem.
E com relação à Dolly, sua filha, acredito
que o plot vai continuar sendo desenvolvido sutilmente, primeiro com a situação
na escola, agora com o desejo dela de cortar o cabelo, etc. Acho que vai ser um
dos plots mais interessantes da série, não só por estar trabalhando esta
questão do gênero desde criança, como também pelo fato de que poderemos ver
como Jean irá lidar com isso, não como terapeuta, mas como mãe, já que sabemos
que, independente do profissional que somos, quando se trata de algo dentro da
nossa família, a perspectiva muda completamente.
No geral foi um bom episódio, para mim o piloto foi melhor, mas entendo que a história ainda está se desenrolando e que vamos seguir desvendando os plots e, principalmente, as motivações de Jean ao longo dos episódios. Então, aguentem firme e até a próxima review!


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