Se na review anterior eu falei
que o segundo episódio foi um pouco mais fraco do que o piloto, minha opinião
sobre o terceiro é que foi um dos melhores até agora! Nele pudemos ver algumas
novas nuances de Jean, alguns conflitos e como ela se sai sob pressão.
Para começar devo dizer que achei
bem legal o esforço dela em ter um encontro com o marido para sair da rotina e
se aventurar pela cidade, mas, ao mesmo tempo, fiquei meio atônita com aquela
conversa hipotética dos dois sobre traição e mentiras, é como se Jean sentisse
um estranho prazer em estar na corda bamba e em fazer esses joguinhos e começo
a me perguntar quando seu marido vai perceber essa mudança de comportamento que
está ficando cada vez mais evidente.
E por falar em joguinhos, é
exatamente o que ela vem fazendo com Sidney. Sabemos que ela está envolvida,
até demais, mas o que eu vejo é que ela entra sempre no jogo da garota e faz o
seu próprio jogo, porém, para em um certo ponto, não avança com a coisa toda.
Aliás, se pararmos para pensar, o que parece é que o envolvimento dela com
Sidney foi maior do que com os outros porque ela meio que a tira de sua zona de
conforto, o que parece ser exatamente o que ela procura, do que ela sente falta
em sua vida.
Dessa vez a pressão veio a partir
da festinha de aniversário de Dolly e toda aquela necessidade em atender, não
só as expectativas da filha, como também dos outros convidados, principalmente
das mães dos outros coleguinhas. E a festa foi exatamente o ponto mais crítico
do episódio, onde Jean se viu encurralada por, praticamente, todos os seus
problemas. Primeiro temos sua filha e sua inocente vontade em se expressar a
partir do corte de seu cabelo, depois a mãe apareceu na festa (e já dá para
perceber que as duas tem problemas), para aumentar a pressão ainda tivemos a
secretária aparecendo descaradamente na festinha e para piorar de vez e causar
a explosão, uma das mães fala de Dolly pelas costas.
Aplaudi de pé quando Jean virou
uma leoa para defender sua filha das maldades das outras mães que, precisam
sempre viver de aparências e julgar o outro caso seja diferente do “normal”,
mesmo que a diferença venha de uma criança de apenas 9 anos de idade! Mas, é
impossível não perceber que ela vem se afundando em vícios a fim de lidar com o
estresse e sua ansiedade, primeiro roubando a receita médica na casa de seus
amigos, depois roubando as pílulas, e até mesmo fumando. Parando para analisar
toda a situação só consigo chegar à conclusão de que a coisa vai desandar e vai
desandar feio, amigos!
Ps. E o que falar dessa briga no
final para piorar tudo e ela indo encontrar
com Sidney?


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