Gente do céu, estou chocada com essa finale
até agora!
Neste episódio não só vimos que Jean mente para si
mesma, como também passamos a perceber que todas suas ações estão longe de ser
algo inédito, por assim dizer. A terapeuta vai para terapia e, como sempre,
continua mentindo. A questão é: dessa vez a mentira é para amenizar a situação
diante do terapeuta ou ela realmente acredita que seu momento de deslize foi
breve? Que impulso é esse que a faz infiltrar-se na vida de outras pessoas e
inventar tantas mentiras assim, algumas até doentias?
Bem, se até aqui tínhamos dúvidas se os
acontecimentos eram algo inédito, as perguntas do terapeuta e a reação de
Michael ao ouvir o nome "Diane" foram suficientes para percebermos
que não, não é inédito. Jean já fez isso antes e, se até então, pensávamos que
ela teve uma paciente que ficou obcecada nela, descobrimos que a questão foi
totalmente contrária. E isso nos leva à pergunta que, acredito, já nos fazíamos
desde o começo: até onde vai o nível de loucura de Jean? Se trata de uma
doença? Tem alguma explicação lógica para isso?
É claro que sabíamos que as ações de Jean teriam
consequências e que suas mentiras começariam a ser descobertas, e isso foi
muito bem trabalhado durante os episódios quando, as histórias foram se
entrelaçando e o cerco foi se fechando. A curiosidade de Sidney e sua
necessidade em saber mais sobre a mulher com quem estava se envolvendo, a
levaram até o escritório de Michael, onde ela confrontou Alexis sobre sua
história e a possível possibilidade dela haver cometido plágio. Mas o problema
maior nem é esse: Sidney entra no escritório de Michael e por mais que,
inicialmente, não tenha ficado claro se ela viu ou não as fotos em cima da
mesa, no final do episódio, tudo nos leva à crer que sim, ela viu as fotos.
Além disso, tudo fica ainda mais insano quando
Michael escuta o nome Diane e liga todos os pontos, o que parece ser o
suficiente para leva-lo a confrontar Jean sobre tudo o que vinha percebendo até
então. E já que estamos falando nele, o que dizer sobre sua investida em
Alexis? O personagem parece começar a se perguntar o que está fazendo de sua
vida, aonde está metido e se tem agido como deveria até então. E infelizmente não
podemos crucifica-lo por ter suas dúvidas com relação a tudo, não é mesmo? E é
nesse momento que ficamos tipo "WTF" ao ver Alexis recusando as
investidas do advogado! Vai entender, não é mesmo?
Voltando à Jean, o caso de Alisson a desestruturou
bonito. Se não bastasse o policial averiguando a situação, ainda teve o
namorado dela de tocaia na porta de sua casa. E se essa pressão toda não fosse
suficiente, é bem nesse momento que Michael resolve colocar as cartas na mesa
com ela. Mas, uma coisa é certa... Foi a própria Jean quem buscou toda essa
pressão em cima dela, afinal, tudo o que fez até aqui culminou para essa
situação. Primeiro com as mentiras para Michael, depois com o envolvimento com
Alisson e leva-la para sua própria casa e claro, quando enfrentou o namorado
abusivo da garota.
Por fim, o que foi aquele final, minha gente? Só eu
reparei na cara da Jean quando Sidney entra no auditório? Fico me perguntando o
que será que as duas irão aprontar na próxima temporada (que, por sinal,
Netflix precisa confirmar logo, ein). Várias perguntas ficaram em aberta: Será
que Michael vai deixar Jean? O que vai acontecer com Alisson? Afinal, ela não
estava mentindo? Aquela cena final meio que me deixou com dúvidas e, para
variar, claro que não dava para confiar no boyfriend.
Acredito que a série entregou aquilo que pretendia,
é um bom drama cheio de suspense e que nos prende. A série é meio
"parada" e por isso, às vezes, temos uma sensação de que está se
"arrastando", mas acredito que faz parte da temática e eu só
diminuiria um pouco o tempo de cada episódio para tentar melhorar essa questão.
Tirando isso, vale muito a pena assistir Gypsy e se intrigar cada vez mais com
Jean no decorrer dos episódios.
É isso,
gente! Contem o que vocês acharam dessa primeira temporada de Gypsy e
agora só nos resta esperar por uma possível renovação! Até a próxima.


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