Comecei a assistir Designated Survivor na Netflix por causa do
ator Kiefer Sutherland. Apesar de muitos o considerarem o “eterno Jack Bauer”,
acompanho a carreira do ator á um bom tempo e admiro sua capacidade de
interpretar um bom papel seja dos conhecidos seriados de ação, aos filmes de
terror. Kiefer sabe como é alcançar a fama e o estrelato com o já citado Jack
Bauer e mesmo assim não atuar com os trejeitos do personagem que lhe deu maior
sucesso. É em minha opinião algo que poucos conseguem, e de cabeça só consigo
lembrar de Hugh Laurie, como o doutor House.
A trama de Designated Survivor é à primeira vista algo bem
simples e que se você for daqueles chatos complexados não vai querer assistir,
por achar que vão abordar algo batido. Ledo engano! Enfim, começamos com o
famoso “Discurso do Estado da União”, onde anualmente o presidente dos Estados
Unidos da América apresenta ao congresso um “relatório” das condições em que o
país se encontra, além do seu plano de governo. Vemos como Tom Kirkman, longe
de ser o mocinho com cara de perigoso, é apenas um personagem bastante comum, um
secretário de habitação e desenvolvimento urbano que precisa assistir ao
discurso do presidente em uma sala separada de todos os líderes da nação e
políticos mais importantes do país justamente por ser o “sobrevivente designado”.
Aproveitando o evento descontraidamente, Tom e o resto do mundo
assistem embasbacados ao discurso do presidente ser permanentemente
interrompido pela explosão de um dos símbolos dos Estados Unidos: o congresso
nacional. Sendo o sobrevivente designado, Tom precisa agora assumir o cargo de
chefe máximo da nação sem estar à primeira vista minimamente preparado para
nada! Aí entra um enredo bem construído e um elenco bastante interessante para
dar um extra na trama! Logo nos primeiros capítulos você fica viciado!
Ao longo dos episódios, descobrimos que o ataque não foi obra dos
já conhecidos inimigos da liberdade representada na cabeça nos norte americanos
por eles mesmos. Nesse ponto achei interessante a série abordar o terrorismo
doméstico, a corrupção e a falta de escrúpulos de maneira bem aberta e
interessante e mesmo assim leve. À exemplo de House Of Cards que escracha e
escancara os mesmos problemas, em Designated Survivor você não tem como torcer
para os vilões se safarem, é preto no branco. Tom Kirkman não tolera mau
caratismo, nem mesmo em decisões desesperadas. É preciso seguir o caminho do
bem.
Designated Survivor está em sua segunda temporada e em minha
opinião continua com o mesmo ritmo dos primeiros episódios. Interessante,
instigante, moderno e correto. Os deuses sabem que precisamos de bons exemplos,
especialmente agora em tempos que para o brasileiro o “Lava a Jato” deixou de
ser um local para lavar seu carro e virou um circo de horrores, onde o dinheiro
do contribuinte é lavado para as contas dos “Anti-Kirkman”. Vida longa à série!


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