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A sinopse oficial de 50 Poemas de Revolta, diz que reunirão 34 poetas brasileiros – clássicos e contemporâneos – que abordam questões da ordem do dia. Nesta breve antologia, o leitor vai encontrar muitos motivos para se indignar. Ganância, autoritarismo, opressão, intolerância e ódio são alguns dos temas abordados, cada um à sua maneira, por nomes consagrados e vozes da novíssima geração. São questões assombrosamente atuais e contundentes que fazem com que o passado distante se confunda com o dia de hoje.
Por vezes, os poemas revelam uma ponta de esperança; por outras, mergulhados em desgosto, levam o desânimo e a apatia às últimas consequências. Esta antologia é um convite para rever e refletir – e, em muitos casos, para não repetir. Escreve Hilda Hilst: “Repensemos a tarefa de pensar o mundo. ”
“alguns de nós
Virando a página
Ainda se perguntarão:
Se lá ninguém vive,
Como é que alguém morre? Enquanto morremos
Também”
Nunca fez sentido, as dores e desesperos, sonhos perdidos e cansaço, expostos em linhas por gente feita no Brasil, feita de fibra e algo mais. As palavras em poucas linhas abraçam o sentimento pesado de vários povos, o peso que se carrega quando o mundo está se partindo e os povos dispostos a construí-lo de forma que caiba no coração nacionais.
Os poemas falam do mundo: Síria, Somália e falam sobre economia, violência contra mulheres, manifestações de 2016, nomes famosos da Câmara Brasileira, apagamentos culturais, além simplesmente da aura de não-conformação. Dos desprazeres que somos expostos e da coragem que vem com ela, dos descasos e do cansaço que hora ou outra vem.
Entre poemas dispostos da forma tradicional e alguns modernos com poucas palavras, direto e todo peso da alma de quem escreve o fato é que o sentimento de revolta está entre nós novamente, o imaginário brasileiro, aquele que saiu as ruas, pesa nessas páginas e quem sabe é o grito que não conseguimos soltar.
“Quem não estiver seriamente
preocupado e perplexo
não está bem informado. ”
Nota dos Editores: “A poesia é, por si, ato de resistência. Além de não comercial, espécie de antiproduto, antimercado, dirigida a um círculo restrito de leitores, é uma reação à automatização da linguagem, do pensamento e dos sentidos. Quando o poeta lança seus dados em resposta às notícias de jornal, a política aparece não apenas como um dos componentes que definem o gênero poético, mas também como temática do poema. Com profundo desejo de transformação, os versos se rebelam contra as mazelas sociais e conquistam alta voltagem de mobilização. É uma poesia engajada, indignada, insubordinada. ”
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