Ambientada em uma época que é sinônimo de breguice, abuso de drogas,
machismo, preconceito com a homossexualidade, “descoberta” da homossexualidade
com excesso de vergonha, Glow poderia muito bem se passar nos dias de hoje, mas
voltamos aos anos 1980 em grande estilo. Podemos matar a saudade das Mulheres
Gloriosas da Luta Livre – Em inglês GLOW.
Esta temporada me prendeu de cara pois apesar de tudo que passou
e do mal que causou, a anti-heroína Zoya ou Ruth consegue ter seus momentos de glória
e quem diria felicidade. Por falar em protagonistas, Debbie ou a heroína
Libberty Belle finalmente é exposta pela pessoa que é: mesquinha, boba, invejosa,
enfim humana. É interessante observar o embate das duas antes melhores amigas,
pois percebemos que Ruth e Debbie ainda não notaram que são duas mulheres em um
mundo de homens, feito por homens, para os homens e que se quiserem perseverar precisam
se unir. GLOW depende delas. Será que aparando essas diferenças o show pode
continuar?
Sam continua sendo uma das maiores figuras da série. É mal-humorado,
rabugento, rancoroso e agora precisa ser um pai pois Justine deixou o elenco e
precisa de seu apoio para levar a vida normal de adolescente. Uma “ex GLOW”
normal? O pobre Sam que espere pois entrará em uma espiral de confusões e nesse
processo descobrirá um sentimento que me encheu de alegria, só para depois
quebrar a cara. Afinal de contas, se algo desse muito certo não seria GLOW.
O elenco de apoio continua brilhando, as meninas parecem mais
unidas, apesar de um ambiente cheio de mulheres tentando brilhar, não ser
exatamente uma irmandade unida, coesa e perfeita. Apesar das brigas, apesar da “apropriação
inadequada” de personagens, o surgimento de Yolanda e a volta inesperada de
Cherry trazem um tempero e um humor que só GLOW tem. Além do quê esta
temporada, traz um foco maior em Bash, nosso apresentador falido, engraçado, que
acaba precisando enfrentar alguns demônios.
O final tem tudo para ser a maior tristeza. Mas este é
simplesmente incrível, com a redenção de uma personagem que estava entalada em
mim, Sam sendo um fofo, a pobre Carmem ajudando quem precisa e se redimindo, muito,
mas muito Girl Power! Simplesmente
imperdível! Mas, como tudo em GLOW e em um mundo majoritariamente feminino, as
dificuldades aparecem: grandes, horríveis e até nojentas. Mas de maneira
inesperada, mas inesperada mesmo Sam
nos dá a esperança de mais um capítulo. E tudo acaba ao som de mais um
clássico. Literalmente.


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