Sempre repito que estamos vivendo em um momento muito crítico na sociedade brasileira, onde o separatismo se torna cada dia mais evidente e prejudicial. Quando cito separatismo, não estou me referindo a separar estados e criar novos países, me refiro a uma sociedade dividida, que se passou a “autoconclamar” de coxinhas e mortadelas.
Para você, que assim como eu, não procura fazer parte de divisões e acredita que ponderar sobre o positivo e negativo de cada lado, desse enorme pentagrama que se tornou nosso país, é necessário; venha comigo fugir dessa câmera de eco ressoante.
Bem, o que chamamos de câmera de eco? Em miúdos, quando você se projeta a uma forma de pensar ou agir e se circula de pessoas e opiniões similares a sua, provavelmente você nunca perceberá alguns erros e incoerências gritantes. Fugir da câmera de Eco é pensar livremente, aceitando e ouvindo toda forma de pensar existente.
Por isso geralmente costumo ler desde Olavo de Carvalho até Leonardo Boff, antagonistas em suas maneiras de pensar, mas complementares quando o objetivo é pensar.
Mas afinal, o que isso tem a ver com “Filosofia para Corajosos”? Eu acredito que tudo, afinal “Pense com a própria cabeça” é um subtítulo para quem entende que para pensar é importante conhecer pontos de vistas destoantes.
Luiz Felipe Pónde é um dos poucos filósofos contemporâneos que eu prefiro escutar do que ler, muitas vezes porque suas entrevistas e palestras são sempre bem pausadas e argumentadas, mas que em seus livros, este fenômeno se sobressai e deixa a leitura fragmentada demais.
De qualquer forma, apesar da crítica à forma de escrever do autor, Filosofia para Corajosos é um produto sensacional, que se destaca pelo embasamento e fácil compreensão. Sendo este um dos maiores contrapontos à minha forma de pensar sociedade, me gerando dúvidas sobre certezas das quais eu havia enraizado em mim e abrindo os olhos para um novo horizonte.
Em suma, esse é o maior objetivo do livro: Criar dúvidas e desfazer conceitos pré definidos sobre diversos assuntos desse cotidiano infectado. Objetivo muito bem conquistado pelo autor em uma de suas obras mais simples e certeiras.
“Não diria com certeza que a honestidade vale a pena, mas sem esperança a vida é intragável”.
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