Assumo inteiramente o risco de ser repetitiva ao iniciar mais uma
resenha afirmando que não existe filme ruim do Denzel Washington. Por ser fã de
filmes de ação, pancadaria e facas em geral, sofro algumas vezes, pois algumas
produções geralmente “cambam” para o lado clichê, com cenas grotescas e
impossíveis, até risíveis e quando li a sinopse desse filme na Netflix fiquei
um tanto receosa. Afinal de contas, Denzel Washington ficaria bem em um papel
desses? Em minha opinião, Denzel é DONO (perdão pela caixa alta, mas preciso da
ênfase) de qualquer papel que interprete. Mas novamente, um filme de ação do
tipo do Liam Neeson? Paguei pra ver e não me arrependi.
Robert McCall é um homem absurdamente comum (à primeira vista,
óbvio), tem um trabalho bem “simples”, ou seja, não exige grande esforço, nem lhe
dá muita notoriedade e entre os empregados é um verdadeiro mistério. Com todos
é bastante cordial, mas à exceção de um empregado que quer se tornar segurança,
não tem intimidade com os outros. Sua casa e seu trato pessoal, são
absolutamente “espartanos”, ou seja, uma metáfora ambulante que me deixou
intrigada desde o início quando vi o pôster do filme. Até que sua vida muda
quando começa a conversar com a jovem prostituta Teri, envolvida com uns russos
barra pesada.
A partir daí, meus amigos, o negócio inteiro muda de figura!
Robert resolve deixar de lado sua postura pacata e reservada quando descobre
que Teri foi brutalmente espancada. Em uma cena antológica e cronometrada ele
se livra dos perseguidores da garota e sai de cena. Mas, toda ação tem uma
reação, e convenhamos que a ação dele foi bastante digna de uma reação. O crime
organizado, como bem sabemos nós brasileiros, costuma estancar essas sangrias derramando
mais sangue ainda e para isso emprega os mais “eficazes” funcionários, é o caso
de Teddy. O cara que “resolve os problemas” para o chefe. Um assassino
implacável com um passado assustador e com conexões que vão desde a polícia até
gangues locais.
O filme é surpreendente em tantos sentidos que mesmo sendo
redundante vou citar o elenco: protagonista incrível, algumas caras conhecidas
e outras boas performances. História interessante, com ótimas reviravoltas e algo
que eu considerei o mais interessante: o modo de luta de Robert. Muita gente
acha interessante ver um cara acima de cinquenta anos batendo sem cansar em
alguém (nos cinemas, é claro), em minha opinião, além de fisicamente “difícil”,
isso é um tanto quanto ridículo (a não ser que seja o Chuck Norris, óbvio) e
Denzel Washington conseguiu “encarnar” um assassino bem treinado sem nenhum
tipo de apelação para golpes mirabolantes, ou lutas absurdamente longas.
Como um rurouni (um andarilho), Robert deixou sua marca em todos
ao seu redor e segue firme buscando a paz que um lugar vazio deixou. Obrigada
Denzel, por sua marca registrada no cinema.

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