Esse não é o Venom dos quadrinhos. Esse não é o vilão do homem-aranha. Cadê o Venom que eu conheço?
Enfim, para grande surpresa, transformaram a história de um dos maiores vilões da Marvel em um anti-herói mais palatável para o público e sem nenhuma referência ao Aranha. Dito tudo isso, parecia que o filme seria um desastre, mas não é o que acontece.
Apesar do destaque excessivo no núcleo amoroso, é interessante a construção de toda a história do receptor do Venom, Eddie Brock, interpretado pelo incrível Tom Hardy. Foi preciso colocar o personagem de Hardy no fundo do poço, sem emprego, sem casa, sem dinheiro e sem noiva; para que ele estivesse disposto a encarar o desafio que estava por vir, pois já não tinha mais nada a perder.
Enfrentar o Carlton Drake primeiro como jornalista e em seguida ambos com os parasitas alienígenas instalados foi muito interessante. A jornada de crescimento mostrou nitidamente o humilhado e “nada”, conseguindo salvar muita gente de ter ser corpo testado e morto por um alien. Mais do que isso, Eddie conseguiu se livrar de Drake de vez e ainda provar que uma simbiose perfeita acaba no equilíbrio entre hospedeiro e hospedado, bem e mal coexistindo em harmonia e provando que nem todo Alien é 100% ruim.
Talvez tenha faltado uma conexão com os outros filmes da Marvel, mas para um filme de origem do anti-herói, até que foi bem integrado tudo: história, drama e ação. Ansiosa pra saber se farão uma continuação, explorando outras possibilidades ao personagem ou se colocarão ele numa big franquia (leia-se vingadores). Será? Aguardemos!

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