Com os grandes sucessos anteriores nas produções da série Black Mirror – e toda a nostalgia dos fãs – a Netflix resolveu fazer uma produção prolongada, também conhecida como “filme”. Perdoe-me a hesitação, mas dessa vez a tecnologia foi além.
Sempre foi muito interessante o conceito do molde societário diante da série, onde o paradigma se baseia em um futuro premeditado composto por uma sociedade toxicomaníaca. Tudo parece sempre algo que poderia – ou ainda pode – acontecer. E essas previsões sempre nos dava muito medo.
O filme segue um roteiro bem Black Mirror – óbvio. O que vai além dessa análise é a participação interativa no filme. Tudo o que ocorre vem de acordo com as suas escolhas – e isso me deu bastante medo.👀
Neste filme, você é o optante pelo fim trágico – ou não – desse mundo interno e distante.
Logo no começo do filme é apresentado ao telespectador o dinamismo da obra. Há as mensagens que explicam as opções na tela e as consequências da sua imprecisão. Uma escolha errada pode afetar tudo – e essa é a magia do filme.
O roteiro insano é o ponto principal. A ligação entre espectador e personagem nos mostra um novo lado do mundo cinematográfico. É sempre muito divertido – em partes – porque, inicialmente, é impossível acreditar que poderiam ser todas consequências discordantes se tivéssemos optado por outras ideias. Prefere fazer alguma coisa e errar ou não fazer nada e errar também?
O filme conta com vários finais. Alguns deles seguem o famoso “Game Over”, apelidado dessa forma por ter sido resultado da escolha incoerente do telespectador. Já os finais mais conhecidos, até o momento, apresentam cinco desfechos. É como se o filme fosse realmente um jogo – e talvez seja. Esse jogo é o destino de uma vida.
As atuações do filme, o cenário e enredo devem ser bem classificados. Pode ser visto nos olhos do Jovem o medo de um mundo extraviado. O defeito indicado por muitos é – ou são – a lógica do desfecho. É como se cada um deles estivessem completamente ligados e não fariam “o grande” encerramento da trama. Essa premissa surge por um grande motivo: a confiança que foi colocada por conta da grande admiração que tem a série.
Black Mirror: Bandersnatch surge com uma excelente proposta, mas seu cumprimento acaba sendo desesperançoso demais para a grande maioria. Porém, é nostálgico demais sentir-se o condutor em frente a uma tela.
A interatividade deixa todo o respeito por essa narrativa e, por conta desse novo desafio, vale a pena conectar-se a todos os meios e fins.
Mas preste atenção: a máquina faz o jogo e você será o desafiado para as melhores escolhas. Não deixe-se levar a um “Game Over”.
Isso é muito Black Mirror.
Que comecem os jogos!👹



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